sábado, 9 de abril de 2011

Infinito

Como tantas outras vezes, eu olhei para o céu estrelado e senti uma tontura. Senti a minha cabeça girar e girar. 360°.
Como tantas outras vezes, eu olhei para o céu estrelado e senti um vazio enorme no peito e na alma.
Como tantas outras vezes, eu olhei para o céu estrelado e senti uma angústia dentro de mim.
Não sou de  me encantar com o luar, as estrelas e o céu. Nunca me apaixonei pelo infinito escuro.
Também, nunca quis saber quem fez tudo isso, e o porque que eu sinto isso tudo com o pobre do estrelado.
Teve outras vezes que olhei diante ao mar e senti meu coração acelerar, minha pele esquentar.
Teve outra vez que tentei, fiz o que pude para enxergar o fim das águas, o fim do mar. Vi pessoas, peixes, mas não vi o fim.
Aconteceu de olhar pela primeira vez nos seus olhos e senti meu corpo estremecer, congelar feito um peixe morto no congelador. Me apaixonei!
Tantas vezes, eu tentei atravessar os seus olhos com os meus e lutei, briguei pra conseguir e vi até o que não queria ver. 
Tantas vezes, eu senti os nossos momentos de alegria como se fosse o último, mas não sabia que seria nosso infinito.
Sinto o nosso amor subir e descer.
Sinto os movimento dos nossos músculos quando estamos deitados, e daí, faço do nosso momento infinito, faço da nossa vida eterna com amor, faço da nossa história com sinceridades , faço do nosso amor o verdadeiro " Para sempre te amarei " e faço destas linhas, letras e sentimentos sem as angústia das estrelas, sem a derrota de não ver o infinito, sem as tonturas.
Faço do que escrevi aqui, agora o meu infinito, o nosso infinito.

Um comentário:

  1. Muito bonito, parabéns Vitor, o texto ficou bem instigante.

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